Desde março de 2020, atravessamos momentos de incertezas. A pandemia do Covid-19 ocasionou inumeráveis perdas em diversos âmbitos da vida. No universo da cultura, os desafios são imensos. Somos um dos setores mais afetados com o distanciamento social. A paralisação dos trabalhos e projetos presenciais mudou drasticamente a dinâmica de uma grande parte da cadeia produtiva, que inclui artistas, produtores, técnicos e variados tipos de profissionais e fazedores da cultura.

Ao mesmo tempo, seguimos criando em nossas casas e reinventando possibilidades no mundo digital, onde a arte tem sido peça chave e fundamental para mantermos as nossas subjetividades minimamente saudáveis em meio a tanta complexidade. Música, teatro, literatura, poesia, cinema, dança… enfim, a arte e a cultura em geral são parte do que nos fortalece e nos ajuda a segurar a onda nas duras batalhas pandêmicas do dia a dia.

Em 2020, de forma totalmente online, a Artecei realizou dois grandes eventos que geraram dezenas de postos de trabalho para a cultura, além de compartilhar arte para a população de Ceilândia, do DF e do Brasil. Com a Feira Cultural de Ceilândia e o Tardezinha do Samba aprendemos na prática a desenvolver trabalhos adaptados aos novos tempos, seguindo firme no caminho da reinvenção cultural.

Em 2021, fomos contemplados com a Lei Aldir Blanc, um importante mecanismo conquistado através da luta do setor para desafogar as problemáticas vividas pelos trabalhadores da cultura nestes tempos. Os auxílios financeiros destinados pela Lei estão, aqui no DF, sendo geridos pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa, que lançou diversos editais segmentados. A Artecei foi aprovada no Inciso 2, garantindo uma verba a ser trabalhada por alguns meses na manutenção de nossos fazeres.

E ainda neste ano, a Artecei vai realizar novos festivais e edições dos projetos já consagrados. Aqui no site e nas nossas redes sociais, você confere tudinho. Acompanhe no @arteceiproducoes e no Youtube.

Sigamos atentas(os) e fortes.